quarta-feira, 14 de setembro de 2011

Chinesa

Escrito por: Mario Barbosa – 11/08/2011

Era um dia comum, acordando tarde depois de uma cansativa noite de encontros onlines, sem ninguém e uma preguiça que me impossibilitava de levantar e ir até a cozinha pegar um copo de água, o que diria cozinhar. Meu estômago gritava por comida, minha ultima refeição tinha sido no comecinho da noite anterior.

Ir ao banho era uma necessidade, água fria sempre foi um ótimo despertador para mim, era dessa coragem forçada que eu precisaria para sair de casa e caçar algum restaurante que simpatizasse com minha conta bancária.

Decidi parar no Shopping. Além de varias opções de comida, temos várias opções de pessoas. Comer e paquerar é uma arte sagrada, passada de geração em geração na minha família. No meio de tanto barulho, pessoas, crianças mimadas e perfumes baratos, os aromas das iguarias, ou seriam porcarias, tentavam se sobressair. Qual seria a boa de hoje, McDonald´s? Uma boa massa? Quem sabe até comida regional?

Decidi abandonar todas e partir para uma velha conhecida minha, comida asiática! Para ser mais exato, aquele belo prato de comida chinesa. Entre temperos, vários tipos de arroz e acompanhamentos, eu deixo meu nariz se perder e fazer uma viagem, ao que eu acredito ser a China. De repente tudo se modifica e eu me torno mais asiático do que eu já sou (pelo menos por dentro).

A primeira garfada me acerta em cheio é como se minhas papilas gustativas estivessem em festa. A comida salpicada com molho agridoce assume toda uma nova onda de sabores. Aos poucos vou mexendo no prato e abocanhando outros sabores, o cogumelo suga os líquidos ao seu redor e se transforma numa esponja de sabor, acompanhado da cebola e do brócolis, que me fazem sentir mais saudável.

A cada mexida o prato explodia em cor e sabor, era como se eu estivesse em um daqueles carnavais chineses, cheio de fogos de artifício e com dragões que caminhavam por minha língua e sossegando em meu estômago. Por fim tudo regado a um bom copo de coca-cola que fez seu trabalho, borbulhando e esfriando o calor chinês dentro de mim.

É como meu pai sempre diz “barriga cheia, mão lavada, pé na estrada.”

quinta-feira, 25 de agosto de 2011

Vem ouvir o Myusic, GENTE!

Então galera para atingir um número maior de ouvintes, eu decidi a partir de hoje também colocar meu programa o Myusic que eu apresento todas as segundas as 17h na Radio Branime. Espero que vocês ouçam e me dêem um feedback! Tem o melhor do K-Pop, além de mim falando noticias do meio.

domingo, 21 de agosto de 2011

Conto da Semana - Death Smell

Technorati Marcas: ,,,

Escrito por: Mario Barbosa – 21/08/2011

Estava escuro, minha respiração acelerada sinalizava meu cansaço, mas eu precisava chegar até ela. Era quase obsessiva minha dependência por aquela fragrância que se escondia tão profundamente naquela mata sombria e sem vida. Uma provação para chegar ao paraíso. Cada vez mais perto de meu destino, enfrentando os arbustos com seus espinhos secos que maltratavam minha pele, me fazendo sangrar, criando uma trilha de sangue que a terra prontamente absorvia faminta.

O fim do percurso estava próximo, a clareira onde ela se escondia já aparecia em meu campo de visão, as nuvens aos poucos iam se abrindo, limpando o céu, fazendo com que a lua enfim mostra-se sua face. A hora havia chegado, o desabroche aos poucos ia acontecendo. Me entreguei a terra, fechando meus olhos e deixando que o aroma penetrasse cada poro de meu corpo, ela fazia seu trabalho. Quanto mais a lua se mostrava, mais o aroma se fazia presente, quase que palpável.

Primeiro vinha o cheiro doce que lembrava a minha comida favorita, minha infância, o carinho de minha mãe, meu primeiro amor. Era como se naquele momento eu visitasse cada momento feliz da minha vida. Eram tantas nuances de felicidade, que me enlouquecia. Eu prendia minha respiração ao máximo para que a sensação durasse.

O cheiro foi tomando outra direção, uma espécie de desespero lentamente crescia dentro de mim, o doce que antes acalmava minha alma foi se tornando enjoativo, deixando meu corpo doente, me inundando com diferentes lembranças, a primeira rejeição, os machucados pelo corpo, sentimentos agridoces.

Por fim o cheiro da morte tomou conta de tudo e era essa a sensação que eu buscava. Me lembrava o sangue, mas era forte como enxofre, tinha toque das doenças mais terríveis e a frieza dos matadores.

Aquela era a essência da flor que só desabrochava a noite, a dama e era nos braços dela que eu entregava toda essência restante da minha vida.

domingo, 14 de agosto de 2011

A valsa da Libertação

Escrito por: Mario Barbosa em 14/08/2011

Se puderem ler ouvindo a musica abaixo, fica bem melhor!

Era o baile de inverno no Castelo do Príncipe Vermont, todas as damas do reino foram convidadas, não foi diferente comigo. Minha família tinha posses e meus pais achavam que aquele evento em particular seria uma ótima oportunidade para arranjar um pretendente rico. Alguém que pudesse nos proporcionar mais status e quem sabe aumentar assim o nome e o legado dos meus. Eu sempre achei esses eventos chatos, nunca consegui entender qual era a diversão em ficar se exibindo e esperando fisgar um daqueles fidalgos engomadinhos e egocêntricos.

Mesmo tendo a obrigação em estar ali, não poderia deixar de negar que o salão de baile estava impecável, tudo muito bem iluminado e decorado, era primavera e as flores estavam espalhadas por todo o espaço, trazendo um aspecto jovial e fazendo com que um aroma doce pairasse no ar. As festas reais eram conhecidas por sua grandiosidade, mesas completamente cheias das melhores iguarias, artistas vindo de outros países para entreter os convidados, mas com certeza a melhor parte era a musica.

A orquestra real tinha fama de ser a melhor entre todos os reinos, o príncipe não economizava fundos para treinar seus músicos, produzindo sempre os melhores e mais ornamentados instrumentos, contratando sempre o melhor maestro, que treinava os integrantes até a exaustão. Os repertórios sempre iam de acordo com a época do ano ou o tema do baile, eram obras primas que enchiam os ouvidos com as mais belas melodias e que tinham o poder de me libertar, nem que por alguns instantes, da minha prisão diária.

Todos se dirigiram ao centro do salão e a baqueta do maestro se fez ecoar silenciando a todos, num leve movimento o primeiro acorde, radiante como um dia de verão, me acertou fazendo todo meu corpo vibrar. Lentamente fechei meus olhos e deixei me envolver pela melodia, que me lembrava à canção da minha velha caixinha de musica, tudo ao meu redor ia se dissipando, desaparecendo. O calor do sol se fazia cada vez mais forte, ao passo em que a musica ia crescendo e se tornando mais complexa a cada novo instrumento que era adicionado.

Não estava mais no salão, aquele era outro mundo, eu sentia a relva tocando os meus pés nus, sentia o vento brincando com meus cabelos e trazendo mais daquela divina melodia aos meus ouvidos, fazendo todo meu corpo se mover, criando uma coreografia única e divertida. Contagiados por toda a energia que exalava de mim, os seres mágicos que moravam na floresta, começaram a sair de seus esconderijos e se a juntar a mim. A melodia se tornou mais pesada, tambores anunciavam a chegada da chuva, o céu tornou-se nublado e as gotas começaram a molhar meu corpo, mas isso não fez minha dança parar, só deixou meus passos mais fortes na medida em que o cheiro da terra molhada invadia meus sentidos.

Rodopiando sem parar, eu ficava cada vez mais tonta, até que o cansaço fez meu corpo tombar na relva molhada, rindo alegremente os seres fantásticos brincavam com meus cabelos, fechei os olhos novamente, pedindo a deus para me deixar naquele mundo para sempre, enquanto a melodia se tornava cada vez mais fraca, era obvio que meu pedido não seria atendido.

O maestro fez um movimento brusco, e senti meu corpo sendo arrancando da floresta, enfiei minhas mãos na terra molhada, mais foi em vão, a realidade era mais forte, como um carcereiro que me trazia de volta para a carcaça que eu deixara, me trazendo de volta para o salão onde o chão de mármore frio me saudou com toda sua rigidez, o mundo real com suas grades e amarras.

Minha mãe puxou meu braço, conferindo meu vestido e se certificando de que eu estava impecável. Atravessando o salão, paramos perto da mesa de banquete, lá estava o homem que seria apresentado a mim, Lorde Bruiner, que devorava metade da comida que estava numa travessa, sem se importar com os olhares de nojo das pessoas ao seu redor. Seu rosto redondo e suado me trouxe asco e pude perceber claramente a lasciva que estava em seu olhar, ele era rico e meu destino tinha sido selado.

Beijando minha mão e marcando minha luva com a saliva, ele me dirigiu um galanteio que nem consegui ouvir. Se virando para a minha mãe, eles já discutiam quando poderia começar a me fazer a corte. Tudo acontecia rápido demais, mas não fiquei deprimida, porque lá no fundo eu sabia, que toda vez que aquela valsa fosse tocada, eu seria liberta da minha prisão e do meu destino cruel, nem que fosse por um pisca de acordes.

domingo, 7 de agosto de 2011

Daddy’s Little Girl

Escrito por: Mario Barbosa em 06/07/2011

Papai não ficaria orgulhoso de mim se me visse agora, repito esse pensamento incansavelmente enquanto fecho meus olhos e sinto a mão de Antonio Flores percorrendo meu corpo. Na verdade René, sim ele diz que chamá-lo de pai o envelhece, não ligaria.

Enquanto sou levada para cama, os toques de Antonio se tornam furiosos, muito parecidos ao que ele fez em seu piano, no concerto onde nos conhecemos. Eu com dezesseis anos já era dona de mim, ele com quarenta e cinco se deixava envolver pela beleza juvenil. Não foi difícil seduzi-lo, sexo sempre é uma boa arma, usaria dela para arrancar a historia daquele olhar tão único que me lembravam os olhos de René.

Entre beijos e gemidos, ele me fala de seu primeiro amor, diz que me pareço com ela. Isso me excita ao mesmo tempo em que me destrói. Eu sou a sobra de uma lembrança, um objeto que ele usa para reviver o passado. Pensado bem, eu até que gosto disso.

Ele me penetra gentilmente e com olhos fechados sussurra diversos elogios, fala como eu sou bonita, do meu cheiro e de como eu ajudei a escrever a sonata atlântica. Claro que isso não foi para mim, era com ela que ele transava.

Os movimentos se intensificam, neste momento nossas mentes se conectam e eu vislumbro sua infância, a morte de seus avô, a obrigação em aprender piano. Na explosão de gozo, ele grita Estela, ou seria Estrela? A musa inspiradora de suas obras, o amor de sua vida.

Meu corpo suado pende e eu cansaço toma conta de tudo, os olhos lentamente vão se fechando e ao olhar para Antonio vejo que ele me admira e aquela pessoa antes única, não me parece mais tão bela.

Adormeço ao som de algo que ele canta, uma melodia que lembra uma velha marchinha de carnaval, tudo vai ficando mais longe, mas ainda ouço o “Boa Noite, Estrela”.

E bizarramente me sinto acolhida, me sinto querida, me sinto a filhinha do papai ou seria a amante de René?

terça-feira, 11 de janeiro de 2011

Como o K-Pop mudou a minha vida XD




Depois de séculos sem postar nada, hoje me veio a necessidade de escrever. Eu sempre tenho idéias sobre posts, mas a preguiça, como sempre, é minha pior inimiga e as vezes minha melhor amiga.
De uns tempos pra cá, olhando minha timeline do twitter(caso queiram me seguir @mariomyu), eu só falo de K-Pop ou Korean Pop ou Pop Coreano. Eu curto essa vertente da musica coreana faz uns 2 anos, eu já tinha contato com musicas asiáticas antes devido aos animes e depois aos meus amados e nunca esquecidos Johnny’s.
  Os artistas e o jeito que a industria musical coreana se apresenta e se firma me conquistou e atendeu as minhas exigências. Eu sou uma pessoa que mudo de gosto muito rapidamente e se não fosse essas mudanças de conceito, tantos artistas e singles que são lançados diariamente, eu já teria mudado de país XD. Já falei sobre alguns aspectos do k-pop em posts antigos, mas hoje quero falar como o k-pop mudou a minha vida (cara que profundo).
O 1º grupo coreano que eu tive contato foi o Big Bang e logo de cara minha cabeça explodiu! Porra como eles eram estilosos, bonitos, cantavam bem! Eles se titulavam uma boy band, mas seguiam uma estética totalmente diferente do que o ocidente conhece por banda de garotos.
Claro que existem algumas similaridades como coreografias bem elaboradas, membros gatinhos e com um estilo único que faz com que você acabe gostando nem que seja de um integrante.
Mas eles tinham algo diferente, a postura, o talento, eles eram únicos.
E ai eu tive a minha 1ª revelação: Seja diferente, seja você ^^
ser diferente é a MELHOR coisa do mundo. Ter estilo, ser único, ter atitude é algo que todos deveriam fazer. E eu acho que isso é algo que todo k-popper acaba se tornando, mesmo que não seja através de suas roupas e tal mas já por gostar de algum “incomum” você se torna diferente.
Os meses foram passando e fui cada vez mais descobrindo grupos, musicas, cantores solos, porra eu era um fã boy! Um fá boy solitário, mas um fã boy XD
Então eu tive a 2ª revelação: Espalhando a semente coreana \o/
Eu tinha que apresentar esse novo mundo para o maior numero de pessoas possível, então obrigava, e até hoje obrigo meus amigos, a ouvirem os últimos singles, os melhores vídeos, falo noticias. Tá eles não entendem, mas pelo menos me ouvem e até mesmo gostam de algumas músicas.
A 3ª Revelação foi: Implemente o k-pop na sua vida acadêmica.
Eu cheguei ao ponto de escrever uma analise midiática sobre o grupo Orange Caramel, fazer um programa meio Hermes e Renato, parodiando o Superstar K2 e até mesmo arranjei um programa na rádio universitária que só tocava musica coreana XD
Mas a melhor parte de tudo foi: Aprender a ser varias pessoas em um!
Você se depara com tantos conceitos, tantas bandas, grupos, clipes, que é obvio que se acaba tomando alguns trejeitos, coreografias, gestual de mão. Você pode expressar tudo que sente através de um olhar ou um sorriso. Passar do sexy ao bonitinho em 3s ^^ (Eu estou exagerando um pouco)
O k-pop se tornou parte indispensável do meu mundo louco e hoje eu não consigo me imaginar sem ler as noticias do allkpop 500000 vezes por dia ou esperar por um novo single pra download no ihoneyjoo e por ai vai. Curtir musica coreana faz parte de quem eu sou hoje, Mario agora tem em sua alma um pedaço considerável da Coréia.
O post ficou meio bizarro, mas espero ter expressado o que eu sinto pelo K-Pop, fico por aqui e prometo voltar a ser mais freqüente nos meus posts ^^
That’s all folks
Bye Bye

PS: Eu estava bêbado na foto XD

sábado, 23 de outubro de 2010

Ga-In, show musicais e empresas safadas!

Ga-In blog

Então galera depois de SÉCULOS sem postar nada, i’m baaaack! Muita coisa aconteceu na minha vida e no mercado musical coreano, parece que um está virando paralelo do outro. Vou tentar fazer posts durante a semana para deixar tudo em dia, desde da onda koreana no Japão até a contagem regressiva para o novo mini-album do Girls’ Generation.

Mas o que me fez ter vontade de escrever essa semana foi: Ga-In ter perdido os dois ranking musicais essa semana tanto no M!Countdown quanto no Music Bank, e claro isso despertou a fúria dos fãs ou Nitizens(termo dado aos fãs). São em momentos como esse que eu vejo que não a nada mais concorrido e  do mal(seria esse o termo) como a industria musical coreana.

Para a galera que não está a par dos programas musicas, a um rank semanal baseado em diversos fatores, que vão desde popularidade a venda de albuns, e isso define quem ganhará o prêmio da semana e mais de quma comprovação de que seu trabalho está no caminho certo. Sempre a lágrimas e encores. E claro que qualquer fã quer ver seu idolo levar o number #1 spot.

A polêmica que aconteceu essa semana foi que Ga-In, integrante do Brow Eyed Girls e lançando seu album solo recentemente e que merece uma crítica que eu juro que irei fazer essa semana, perdeu dois programas consecutivos para o 2PM. Deus, o conceito da Ga-In era melhor, coreografia bem trabalhada, um conceito inovador que mistura batidas pops tipicas coreanas e influencias claras do tango e ritmos latinos(ela até arrisca umas palavras em espanhol), não vou desmerecer é claro o 2PM, eles são OTIMOS de verdade, mas é sempre mais do mesmo. Eles não apresentam muitas mudanças em seu conceitos, acaba se tornando mais do mesmo.

Voltando a briga, Ga-In perdeu! E a culpa foi de quem? Claramente NÃO dos fãs, porque a cada performance vemos os gritos ao fundo e o amor deles.

Mas a culpa foi claramente da empresa!, Nega Network! Eles não foram confiantes o bastante e optaram por uma abordagem segura, só fazendo 10,000 mil cópias do cd e uma discreta divulgação. Comparando Ga-In com sua companheira de banda(que foi menos expressiva em seus esforços solos) mas o que eles não previram é que a popularidade de Ga-In devida sua participaçao em “I got Married” e a ajuda das fãs de seu “marido” Jon Kwon faria diferença, todos queriam comprar o album da cantora, mas que albuns? Se só foram feitas 10 mil cópias. Os cds acabaram rapidamente e isso claramente prejudicou Ga-In na contagem das votações.

Um caminho inverso fez o 2PM que colocou mais de 150 mil cópias no mercado e ainda por cima lançaram uma edição especial do cd com um album de fotos, fazendo com que fora a versão convensional as fãs comprassem cds extras (Y). O que vemos aqui foi a falha obvio da Neta prejudicando assim o que poderia ser a grande vitória deles nesse período de tantos comebacks.

É uma pena, eu ainda torço por uma vitória de Ga-In, me apaixonei pelo cd e vejo um grande potencial de vendas na propria cantora. Espero que sua agência aprenda a calcular melhor o pontêncial de suas agenciadas XD Como o circulo essa semana não acabou espero ver a vitoria de Ga-In(cara como eu estou repetindo o nome dela)! E QUE VENHA O INKIGAYO.

A baixo uma das performances(e sem o vestido de saco que eu estava odiando) XD Divirtam-se!